Goodyear welt – nobreza, alma e vida sem fim….

Centenário Good Year
O “sapato” e “o Charles”: duas personagens duma história sobre coisas nobres, que têm alma e não têm fim.

Para dar a volta à história aparece também uma máquina…
Era uma vez, no ano 1872, um senhor inglês chamado Charles Goodyear Jr. que adorava sapatos bonitos e bem feitos, em couro natural e verdadeiro. Decidiu inventar uma máquina que deu vida sem fim aos sapatos. A parte superior do sapato está cozida a uma tira de couro (vira/welt). Depois a vira está novamente cozida à entressola. O espaço criado entre a palmilha de montagem, a vira e a entressola preenche-se com cortiça. Assim, proporciona-se um conforto impar, na zona do arco plantar (alma). E já está, nasce assim o calçado mais nobre e o melhor do mundo.

O sapato é impermeavel porque não tem nenhuma costura que vai do chão até à parte interna do sapato. O Goodyear welt simplifica também a troca da sola. Basta descosturar a sola da vira, colocar uma nova, e costurá-la novamente. O sapato não sofre nenhuma mudança na estrutura e fica como novo… por isso não tem fim.

A fabrica portuguesa Centenário conta todos os dias da melhor maneira a historia “do sapato” e “do Charles” porque é um verdadeiro especialista na produção de sapatos portugueses Goodyear-welt.
Desfrute a nossa coleção de calçado marca Centenárío.
Goodyear Welt System - sapatos portugueses

Amar o clássico, amar o moderno…

Quando chega aquela altura do ano e podemos guardar os ‘clássicos’ no armário é como arrumar o stress numa gaveta. Use e abuse num estilo mais tranquilo… agora que as férias estão a vista…

Aqui fica a nossa sugestão:

- NOVO OXFORD COLEÇÃO HOMEM 2015 -

Os sapatos são realizados de marca portuguesa Paradigma Footwear. Na produção de cada modelo são executadas centenas de operações manuais, mas também a mais recente tecnologia.

Veja a coleção inteira de Homem & Mulher 

A lenda do brogueing/The legend of brogueing

Na semana passada estava a contar-vos que “o brogueing” (pequenos orifícios específicos no calçado masculino) foi inventado pelos irlandeses para facilitar a secagem da água, mas os caprichos da nobreza inglesa transformaram-no num símbolo de elegância aristocrática.

A lenda torna-se interessante com a generosidade do tempo, porque nos últimos seculos existem 3 tipos de brogueing mais conhecidos: full-brogue (a biqueira apresenta perfurações decorativas e é delimitada por uma linha vega, como umas asas) o semi-brogue ou half brogue (a biqueira apresenta o perfurado decorativo e é delimitada por uma linha recta) e o quarter- brogue (só a linha da biqueira tem orifícios ficando a restante gáspea do sapato lisa).

collage

Edward-Prince-of-Wales1Mas, como qualquer verdadeira lenda contém também pormenores contraditórios. A contradição tem a ver com o modelo full-brogue. Inicialmente o “brogueing” tornou-se um sinal de elegância aristocrático inglês, mas também os históricos dizem que no final de seculo XIX o modelo full brogue era um modelo típico dos praticantes de golfe, exclusivamente desportivo?!. Em 1930, o Príncipe de Gales, um dos homens mais elegantes da Europa, surpreendeu a classe nobre usando uma versão mais elegante do full-brogue para o golfe, (desporto pelo qual estava apaixonado) durante os importantes acontecimentos da alta sociedade.

IMG_4311-1280

IMG_4334-1280

IMG_4272-12801

Desde então e até aos dias de hoje que os modelos de sapatos full-brogue e semi-brogue são modelos clássicos e intemporais e o modelo quarter-brogue é considerado o modelo típico inglês, um dos mais elegantes e refinados sapatos para homem.

IMG_4336-1280

English version

Read More

A beleza nasce quando as regras são ignoradas/ The beauty rises when the rules are ignored

 

foto-1

foto-2-1

foto-1-1

 Ilustração – livro “Zapatos de cabellero” Laszló Vass& Magda Molnar

Os sapatos clássicos de homem são criações tão simples que até parece repousante, especialmente para alguém que está imerso na variedade dos modelos femininos. Tudo roda à volta de uns pilares básicos da criação, que são enraizados no desenho do modelo, que qualquer pormenor ou alteração de regra torna-se a própria razão da beleza, elegância e unicidade. A beleza dos sapatos feitos à mão, também nasce quando os pormenores não existem e as regras são ignoradas: típico masculino!

A maioria dos sapatos clássicos de homem conta com complicados desenhos geométricos, realizados com pequenos orifícios sobre a biqueira e as partes laterias do sapato (brogueing). As perfurações são ordenadas na sequência de vários modelos geométricos, de buraquinhos grandes e pequenos ou do mesmo tamanho, que formam linhas e arcos sempre simétricos. As perfurações são feitas com orifícios de 3 milímetros alternando com os de 1 milímetro e em algumas ocasiões também inclui de 5mm, no meio do desenho.

IMG_4258-1280

IMG_4255-1280

IMG_4254-1280

Inicialmente, os sapatos “Oxford” ou “Blutcher/Derby” não tinham nenhuma decoração. Os sapatos decorados com o brogueing foram uma invenção dos sapateiros irlandeses a fim de facilitar a secagem do interior do sapato. Primeiro, este tipo de sapato popularizou-se entre os silvicultores ingleses mas rapidamente a elite aristocrata inglesa começou a utilizar este tipo de calçado para caçar. Os sapatos com complicados desenhos geométricos invadiram o guarda-fato da nobreza e o “brogueing” sofreu modificações importantes: começou a ser produzido com a pele cada vez mais fina e mais suave e o padrão do perfurado visivelmente mais elegante.

Hoje em dia existem 3 modelos clássicos principais mas apesar da simplicidade dos sapatos de homem a história do “brogueing” fica para contar….

 IMG_4266-1280

English Version

Read More

As sabrinas – o ballet dos nossos passos/The ballerinas – the ballet of our steps

As sabrinas ou melhor dizer as sapatilhas de ballet (os “capezios”) fizeram a sua tranzição do palco para a rua nos anos ´40, quando a estilista de roupa desportiva Claire Mc Cardell pediu que lhe fossem adicionadas solas rijas.

IMG_4180-1280

IMG_4179-1280

IMG_4188-1280

O verdadeiro sucesso chegou no início dos anos ´60 nos pés de Audrey Hepburn no filme “Sabrina” (daí o nome)  e acabaram por ser associadas à refinamento como o contraponto perfeito das muitas justas calças Capri.

English Version

Read More
" alt="" />

Sandália – ser sedutora até à ponta dos dedos

Tendo estado fora de moda durante quase mil anos, a sandália nos anos `80 voltou aos tempos gloriosos de outrora. As sandálias de salto médio viriam a recuperar o estatuto perdido, ao adquirirem a sofisticação dos modelos de biqueira fechada e mantendo, ao mesmo tempo o seu aspeto sensual. Afinal os egípcios tinham razão: uma sandália bem desenhada realça a sensualidade natural do pé, permitindo à mulher que a usa, ser sedutora até à ponta dos dedos.

Espreite aqui a nossa Nova Coleção Verão 2015!

 Texto realizado com base no livro “Sapatos” – Linda O´Keeff

 

Sandal – be seductive until the toes fingertips

Read More

Libertando-nos com os Oxfords femininos/ Freeing us with female Oxfords

IMG_3874-1280Tal como o contexto cria o seu próprio sentido, quem usa uma peça de vestuário imprime nela a marca indelével da sua personalidade. Katharine Hepburn e Marlene Dietrich conseguiam sentir-se confortáveis e parecer enigmáticas e ousadas quando calçavam os seus históricos sapatos “Oxfords”. O aspecto andrógino, elegante e descontraído dos fatos masculinos redesenhados e da roupa feminina de corte austero marcou uma forte posição a favor de conforto e da liberdade de movimentos depois da Segunda Guerra Mundial.
Hoje em dia, os “Oxford de mulher” tornaram-se o último grito de elegância sofisticada e altamente confortáveis.

IMG_3876-1280-682x1024

English version

Read More

O “Monk strap”

O sapato “Monk strap” está relacionado com a divindade e J. Bond

The shoe “Monk strap” is associated with divinity and J. Bond

 

IMG_3887-1280O sapato “Monk strap” é para o guarda-roupa de homem como um “lip-gloss” para a mulher, torna-se: essencial, obrigatório e extremamente útil na maioria das ocasiões.

A história do sapato vem dos monges porque era um sapato mais protector do que as sandálias que normalmente usavam e que era fácil de descalçar e calçar para além de funcionar como um sapato de trabalho resistente.

Hoje em dia os sapatos “Monk strap” tornaram-se num modelo surpreendente versátil e pode ser usado igualmente bem em ocasiões formais ou “smart casual”. A construção de “Monk strap” é semelhante ao de um Blucher, com os laterias unidos pelas vistosas fivelas na gáspea superior em vez de ser atado ao meio.

A versão dupla do sapato “Monk strap”, biqueira lisa simples de cor preta capta recentemente a imaginação do público. E tal como todos os modelos de sucesso no mundo da moda masculina também tem sido usado por Bond !

Ah, sim e não se esqueça: uma mulher nota sempre o sapato de um homem

 

IMG_3882-1280

IMG_3885-1280

IMG_3886-1280

  English version

Read More